Comissão quer escutar responsáveis pela regulação de vagas na saúde de Cubatão
Danilo Bonifácio sob supervisão
A Comissão Especial de Vereadores (CEV) que estuda melhorias para o fluxo de agendamento de exames, consultas e procedimentos cirúrgicos para os moradores de Cubatão, promoveu hoje (21) a primeira reunião de trabalho. O presidente da CEV, Marcinho (PSB), e os parlamentares Guilherme do Salão (PSB) e Batoré (Agir) definiram o plano de ação a ser desenvolvido, juntamente com a relação de convocados para os próximos encontros. Os responsáveis pela regulação de vagas no município devem ser os primeiros ouvidos.
Marcinho ressaltou que o principal objetivo da CEV é aprimorar o fluxo de atendimento e agendamento na rede municipal de saúde, com base na Lei Ordinária nº 3.896, de 11 de maio de 2018, que permite a divulgação da lista de espera por atendimentos nos canais oficiais do município, incluindo redes sociais e outros meios de comunicação. Além disso, a iniciativa se apoia na Lei Ordinária nº 3.963, que institui o "Guia da Saúde Pública de Cubatão", que garante informações sobre os serviços disponíveis em todas as Unidades de Saúde e no Hospital Municipal.
A proposta do “Guia da Saúde Pública de Cubatão" quer estabelecer um protocolo padronizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), de modo que os pacientes não precisem da mediação de vereadores para conseguir o agendamento de exames, procedimentos clínicos ou outros serviços de saúde. De acordo com o parlamentar do PSB, a ideia é de que, ao final da consulta com o especialista, os pacientes já saiam com os encaminhamentos devidamente agendados.
O presidente da CEV apontou a questão do número reduzido de agentes de saúde na cidade. Ele explicou que, ao realizar concursos para essa função, é feito um levantamento para determinar a necessidade de quatro a seis agentes por unidade. No entanto, muitas unidades operam com apenas dois ou três profissionais, o que compromete a eficiência dos serviços e impacta diretamente na elaboração dos relatórios finais, gerando um efeito dominó. "Precisamos ter clareza sobre essa situação para buscar soluções. O secretário de Saúde deverá informar quantos agentes estão, de fato, atuando em campo", ressaltou o parlamentar.
"Serão ouvidas todas as partes envolvidas, incluindo o secretário de Saúde e a Central Reguladora de Vagas. Além disso, será realizada uma pesquisa abrangente nos sistemas CROSS/SIRES para analisar os exames disponíveis para o município, identificando as especialidades oferecidas, a quantidade de procedimentos e a distribuição diária para as unidades de saúde", destacou o presidente da CEV.
Os outros parlamentares presentes na reunião da CEV também destacaram preocupação com a demora nos atendimentos na rede pública de saúde, ressaltando que, assim como a população, também enfrenta dificuldades no SUS. "Sentimento não só como vereador, mas como munícipe. Estou passando pelo mesmo procedimento. Eu utilizo o SUS, não tenho convênio e, às vezes, acabo sendo crítico a essa situação", afirmou Batoré. Já Guilherme do Salão relatou sua própria experiência com a longa espera por exames: "Estou desde janeiro esperando uma ultrassonografia, estamos no final de março, e ainda não fui atendido."